ESCUELA DE DOCTORADO

 
Tesis Doctorales de la Universidad de Alcalá
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GESTIÓN DE RESIDUOS HOSPITALARIOS: ESTUDIO DE REFERENCIAS DE BUENAS PRÁCTICAS CON BASE A LA PERCEPCIÓN Y EVALUACIÓN DEL RIESGO DE EXPOSICIÓN OCUPACIONAL EN UN HOSPITAL CENTRAL
Autor/aNunes Veiga Edra, Beatriz Da Graça
DepartamentoBiología de Sistemas
Director/aAsúnsolo del Barco, Ángel
Codirector/aGonçalves Da Costa, María Ceu
Fecha de defensa04/03/2019
CalificaciónSobresaliente Cum Laude
ProgramaCiencias de la Salud (RD 99/2011)
Mención internacionalNo
ResumenA natureza, diversidade e perigosidade dos resíduos hospitalares (RH) exige procedimentos específicos na sua gestão. A necessidade de uma intervenção especifica sobre os RH, é incontornável na sociedade atual,pelas exigências de Saúde Pública e Ambiental, e obriga a que as instituições de saúde integrem o processo de gestão de RH no seu plano institucional de gestão estratégica, tendo em conta uma perspetiva soci0otécnica e tendo por base referenciais de boas práticas associados. O presente estudo foi desenvolvido no Centro Hospitalar de S. João (CHSJ) e teve 3 objetivos: 1) avaliar as práticas de gestão de RH e conhecer a perceção dos riscos por parte dos profissionais de saúde relativamente aos RH em diversos contextos; 2) avaliar o risco percecionado e 3) propor referenciais para um guia de implementação de boas práticas com vista à melhoria contínua. Para a concretização destes objetivos desenhou-se um estudo observacional, descritivo e correlacional de caráter transversal, utilizando como instrumento de recolha de informação um questionário (já validado). Foi aplicado a uma amostra de 1800 profissionais da área clínica, dos quais se obteve uma taxa de resposta de 44%, com 789 inquéritos devidamente validados dos diversos grupos profissionais (auxiliares de ação médica, enfermeiros e médicos, de 31 serviços da unidade de saúde CHSJ. As categorias profissionais selecionadas para este estudo foram médicos, enfermeiros e auxiliares de ação médica. Neste trabalho, avaliaram-se as práticas relativas à gestão de RH, por parte de todas as categorias profissionais e a perceção de risco dos profissionais relativa aos diferentes grupos de RH e sua gestão, os resultados mostram que 79% dos profissionais estão em contacto diário com os RH, sendo os enfermeiros a categoria que tem contacto mais frequente com os RH, seguindo-se os auxiliares e os médicos. Relativamente às práticas de triagem, o conhecimento relativo ao Grupo I e II é adequado, sendo que os profissionais de saúde apresentam dúvidas na prática de triagem relativamente aos RH que pertencem ao grupo III e IV, por exemplo os fármacos rejeitados com uma percentagem de 48,7% de respostas não conformes e as peças anatómicas não identificáveis com 53,7% de respostas não conformes. Verificou-se que os profissionais que apresentam conhecimento inadequado, demonstrado pela triagem incorreta dos RH, encontram-se, em termos de prevalência, sempre ou frequentemente em contacto com a tipologia de RH questionada, demonstrando assim a necessidade de aquisição de conhecimento especifico. A perceção de risco dos RH associado à Saúde, é elevada para 43,2% dos profissionais, e muito elevada para 36,5% dos inquiridos. O Ambiente é o item em que 49,7% dos profissionais consideram existir um risco muito elevado e 35,6% consideram-no elevado. Relativamente aos outros objetos de risco questionados, como para a Saúde dos profissionais, doentes e trabalhadores dos serviços de suporte, não existem diferenças significativas por parte dos profissionais que consideram existir um risco elevado de uma forma consensual em todos os itens referidos. A menor perceção de risco está associada aos visitantes, para os quais só 25,7% dos profissionais consideram existir risco elevado. Foram analisados outros contextos de perceção de risco por parte dos profissionais, relativamente ao tipo de RH e prática de triagem, para a Saúde e para o Ambiente, e às várias etapas de gestão de RH e em relação ao risco de tratamento/destino final dos RH de acordo com os dispositivos de acondicionamento, para a Saúde e para o Ambiente. Os dados mostram que a perceção de grau de risco dos RH e o grau de risco dos mesmos, mais especificamente para a Saúde de Ambiente, estão correlacionados num sentido direto.